quinta-feira, 31 de março de 2011

EM RORIZ FOI ASSIM!

Ceireiros vence e consolida segunda posição depois de vencer de forma eficaz o conjunto rorizense!! Em tarde de muita chuva e de pouca inspiração dos rorizenses, foi a formação da Beselga que levou a melhor, na antepenúltima jornada da 2ª Divisão Distrital

Em desafio que contava para a 12ª jornada (antepenúltima jornada do campeonato desta 2ª divisão distrital), a equipa do Grupo Desportivo e Cultural de Roriz (concelho de Penalva do Castelo) recebia a equipa do Grupo Cultural e Desportivo Os Ceireiros (concelho de Penedono).
As equipas entraram para este desafio separadas por 7 pontos, com maior numero e melhor classificação a favorecer a equipa vinda da Beselga.
A turma rorizense defendia neste encontro o 4º posto classificativo enquanto a turma que viajou do concelho de Penedono estava colocada na 2ª posição.

Tarde muito chuvosa para os lados de Penalva do Castelo, aguardava o encontro entre a formação de Roriz, que vinha de um empate no último fim de semana, e a formação Os Ceireiros, que vinha de uma derrota frente ao GD Mangualde.
Assim, as equipas ainda com os lugares da frente da classificação no horizonte, iriam encarar o desafio, que apesar de ter sido disputado num terreno de jogo muito encharcado, foi bastante vivo e movimentado. As equipas entraram com a disposição de marcar cedo. O Roriz, a privilegiar um futebol de mais posse de bola e passe mais curto enquanto o Ceireiros dava preferência a um futebol mais directo e mais expectante.
Foi assim que o Ceireiros, cedo inaugurou o marcador e começou a desenhar a sua eficaz vitória, quando ainda decorridos apenas 9 minutos. Lance algo confuso, já que um jogador do Ceireiros fica isolado num contra-ataque, depois de receber assistência médica, já no último terço de terreno para o lado que a turma da Beselga atacava. Ricardo Leitão aproveitou então para ultrapassar o guardião Sandro, e já com a baliza descancarada preferiu oferecer o golo a Tó-Zé, que não perdoou, sendo sempre a principal referência atacante do Ceireiros.
Reclamou-se ilegalidade na jogada que antecedeu o primeiro golo da partida, mas de nada valeram os protestos dos homens da casa, já que o lance foi validado pela equipa de arbitragem.
Boa resposta teve o Roriz, que logo a seguir esteve pertíssimo de reestabelecer o empate, depois de livre directo à baliza de Celso, é Fábio Cabral, com remate portentoso, que proporciona uma excelente intervenção ao guardião vindo da Beselga.
Com a chuva a cair com grande intensidade, era notória a dificuldade em as equipas proporcionarem uma partida com bom recorte técnico. Levou então a melhor, a formação do concelho de Penedono, que se adaptou melhor as condições do terreno.
O desafio abrandou de ritmo depois da passagem da meia hora de jogo, tal como a chuva deu tréguas, mas que contudo, já tinha deixado bem as suas marcas no terreno de jogo, que iria então ficar mais pesado, proporcionando dificuldades acrescidas ao futebol praticado pelas duas equipas.
Muita disputa de bola, bastante entrega dos jogadores e respeito mutuo entre as formações, foram os registos mais notórios durante o decorrer da partida.
O Ceireiros, apesar de menos posse de bola que os locais, privilegiavam um futebol mais directo e ao mesmo tempo intencional, completando com uma defesa corpulenta e muito compacta para travar os ímpetos do sector ofensivo do Roriz, que se revelou pouco inspirado, pecando na finalização.
Ao intervalo, a vantagem, era então dos visitantes (que mais eficácia demonstraram na primeira metade do desafio), que no reatamento, cedo iria ser dilatada para 0-2. Defesa rorizense desconcentrada, Rui arriscando remate de longe, surpreende então o guardião Sandro, que contudo pareceu ficar um pouco mal na "fotografia", para assim marcar o segundo da partida e o último. Rui aproveitava assim o espaço e a apatia concedido pelo sector rorizense mais recuado.
O Ceireiros comprovava assim uma eficácia quase 100% na partida em contraste com o Roriz.
Mais tempo não perdeu o treinador do Roriz, e de uma assentada efectua duas alterações. Mas os rumos dos acontecimentos pouco ou nada se iriam alterar. A formação de Ceireiros jogando de forma tranquila e estável, iria controlar a partida e a sua vantagem, mesmo apesar de sofrer uma contrariedade, depois de ficar reduzida a 10 elementos. O capitão David Augusto via a segunda cartolina amarela na partida e o consequente vermelho.
O melhor que o Roriz produziu, foi um remate à trave ao minuto 78, por intermédio de Egipto, após bom trabalho individual, isto numa fase, em que o Roriz, já jogava com bastante intranquilidade emocional e com pouca força anímica.
Aos 80 minutos é a vez do Ceireiros reclamar com a equipa de arbitragem, pedindo uma grande penalidade à uma suposta mão de um jogador rorizense dentro da sua grande área.
Até ao final do encontro, pouca emotividade iriam as equipas proporcionar para uma razoável assistência no municipal da Cerca.
O triunfo estava feito para os visitantes, que foram mais equipa como colectivo, mesmo que ostentassem de menos posse de bola do que os locais. A intencionalidade e a eficácia fizeram a diferença e assim o Ceireiros provou porque está a segunda posição que ostenta. Possui uma equipa experiente, estável, intencional e com uma referência atacante, que contrastou com a formação de Roriz, mais intranquila, muito perdulária e com pouco capacidade anímica para reagir à desvantagem, mesmo que privilegiasse um futebol mais técnico.
Os Ceireiros, com este triunfo reforçam assim o segundo lugar, enquanto o Roriz perde a quarta posição para o Boassas e fica mais longe do terceiro lugar, isto quando faltam apenas mais duas jornadas para o término da fase regular.

Trabalho do trio de arbitragem regular, apesar de algumas decisões duvidosas.


Grupo Desportivo e Cultural de Roriz alinhou com:
Sandro Almeida, Xico Amaral, Zito (C), Emanuel, Cláudio Pina, Amândio, Fábio Cabral, Vicente (Samuel Pina - 72 minutos), Sebastião (Selmo - 59 minutos), Noita e Pedro Santos (Egipto - 59 minutos).

Treinador: Sérgio Macário

Grupo Cultural e Desportivo Os Ceireiros alinhou com:
Celso, Ricardo Leitão, Néné, Simões, Ricardo Macêdo, David Augusto (C), Calano, Rui, David Padeiro (Fábio - 76 minutos), Lucindinho (Rui Mindo - 89 minutos) e Tó Zé (Dulcinio - 90+2 minutos).

Treinador: Marco Pinto

Equipa de Arbitragem:
Árbitro de Jogo: Hélder Ferreira (A. F. Viseu - Mortágua)
Auxiliares: Gonçalo Ferreira e João Ferreira

Golos:
0-1 Tó-Zé (9 minutos)
0-2 Rui (49 minutos)

Acção Disciplinar:
Cartões Amarelos - Xico Amaral (36`), David Augusto (58`e 68`), Zito (73`) e Amândio (85`).

Cartões Vermelhos - por acumulação de amarelos a David Augusto (68`).


texto da autoria de um adepto do Roriz.

UM MOMENTO FRIO!

quarta-feira, 30 de março de 2011

O FUTEBOL TEM DESTAS COISAS!



A casualidade do momento faz com que o momento, se tranforme num momento ímpar na vida do Sr. Serafim, que passados alguns anos reencontra o seu cunhado... tudo graças a um simples jogo de futebol!!!

IN MEMORIAM DE FERNANDO E MÁRIO. DOS ANOS 60 AO PÓS 25 DE ABRIL DE 1974

Nos anos 50 a vida na minha aldeia Beselga-Penedono nas Terras do Demo e de Magriço girava muito à volta do artesanato de junça (matéria prima colhida nos montes, lá para os lados de Trancoso) com que se faziam ceiras para assento, outras para a prensa dos lagares de azeite e os capachos para a entrada das casas.
Este artesanato era, sobretudo, executado à noite nos serões e fazia parte dos recursos económicos dos beselguenses. Quem não trabalhava na junça podia igualmente entrar nos serões e assistir a conversas, cantares, brincadeiras, ajudar na manufactura do artesanato, por exemplo puxando à corda para tecer os capachos. Era também nos serões que os jovens se conheciam melhor e onde, muitas vezes, começavam e prosseguiam os namoros.
As escolas primárias eram outras referências da aldeia. Havia separação entre rapazes e raparigas, mas em certas alturas em que o professor Francisco Fonseca precisava sair, abria-se uma excepção e juntavam-se os alunos na escola das raparigas. As brincadeiras, tais como: a macaca, escondidinha, pocequito, pateiro, pião, carronda, etc. faziam parte dos momentos livres.
A televisão, em Portugal, iniciou as emissões regulares em 1957, porém, a Beselga como ainda não tinha luz eléctrica, só em meados da década seguinte viu os primeiros aparelhos, apenas acessíveis a alguns proprietários de estabelecimentos comerciais.
O Fernando Lopes mais conhecido por Fernando do Carqueija, além da escola, tinha de trabalhar para ajudar o pai – Sr. António Carqueija que era ceireiro e se deslocava por terras de Portugal para a venda do artesanato.

Como colega de turma da primária, lembro-me do Fernando das actividades escolares mas também das brincadeiras e das caminhadas para o Beleco, local onde ambos tinhamos propriedades. Relembro a apanha de frades, míscaros e castanhas.
O Fernando ajudou-me a fazer um “carro” das castanhas, executado com duas rodas de pau, um eixo de ferro constituído por uma barra ou um prego grande, um tirante também de pau em que a parte superior pousava sobre o ombro e uma haste atravessada em cruz e que funcionava como guiador. Com este “veículo” transportavamos as cestas e os sacos com o produto do dia.

O Mário Aguiar vivia perto da estrada. Esta sua ligação às vias de comunicação através do seu pai que era cantoneiro e a localização da sua casa onde, por vezes, eram guardados materiais e veículos da Junta Autónoma das Estradas terá influenciado, desde muito jovem, a mentalidade do Mário. Viseu, Lisboa, França, Brasil e África, desde cedo começaram a fazer parte do seu imaginário.
Em meados dos anos 60, ainda era menor de idade, transmitiu-me a ideia de que ía para Angola onde, na altura, havia conflitos relacionados com os movimentos independentistas. Acompanhei-o nos últimos dias, antes da sua partida, nomeadamente à capela do Sr. Senhor dos Passos onde foi orar, despedir-se e naturalmente desejar protecção.
Na altura, emigrar para África ou para o Brasil era praticamente sinónimo de dizer adeus para sempre.
Nada fazia prever que ambos nos reencontrássemos passados uns anos, fruto de mudanças históricas. O Mário acabou por regressar de Angola, como “retornado”. Eu próprio, entre finais de 1973 e quase finais de 1975 também era uma espécie de retornado ou regressado, sem perspectivas de emprego, visto que chegara da guerra de Moçambique, sem trabalho e sem formação.
O facto de haver muitos retornados das ex províncias a integrar, quer nos empregos de Estado, quer nas empresas particulares, acabou por dificultar a entrada no mercado de trabalho para todos os que iniciavam ou recomeçavam a vida activa.
Em Novembro de 1975 já o Mário Aguiar estava em condições para me poder ajudar. Cheguei a Lisboa, onde não conhecia praticamente nada. Foi este amigo que me arranjou estadia numa pensão na Avenida Duque de Ávila. Nos dias de folga fizemos alguns passeios e foi ainda com o Mário que assisti ao primeiro jogo de futebol num estádio da capital.
Este ano de 2010 a Beselga e a minha geração ficámos mais pobres. O Fernando e o Mário partiram ainda jovens, depois de doenças prolongadas. Deixaram recordações e saudades.


Texto de Alfredo Ramos

terça-feira, 29 de março de 2011

FEIRA MEDIEVAL DE PENEDONO - PRIMEIRO FIM-DE-SEMANA DE JULHO

No ano passado foi assim... este ano será ainda... muito, muito melhor! Viste Penedono no primeiro fim-de-semana de Julho e viage no tempo, embarque até à Idade Média... na Feira Medieval do Reino de Penedono!

A ARTE DO SR. ILÍDIO PAIXÃO




segunda-feira, 28 de março de 2011

UM ABRAÇO CEIREIRO A FIRMINO LEITÃO

Por Caminhar sempre a nosso lado! Aqui fica um abraço ceireiro, da Beselga, para o nosso conterrâneo por terras helvéticas.


L'AGENCE LEITAO, implanté à Fribourg, a été créée en 1992 avec pour principal objectif de rendre service à la communauté portugaise résidant en Suisse.
La qualité de nos offres et de nos services est au cœur de nos exigences : expertise, performance, réactivité et disponibilité y sont les maîtres mots.
L'AGENCE LEITAO, l’acteur de vos projets, vous permet d’améliorer votre quotidien en rééquilibrant votre budget. Prêts de courte ou longue durée, l'AGENCE LEITAO vous apporte LA solution sur-mesure à taux fixe adaptée à vos besoins et votre situation.
L'AGENCE LEITAO est également en mesure de vous proposer tous les produits en matières d'Assurance, de location de voiture, de réservation de billet d'avion, dont vous pourriez avoir besoin. Vous trouverez notre offre complète sur ce site Internet.


AGENCE LEITAO

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